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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Conseqüência Final do Feminismo, Parte I


Décimo artigo sobre a Teoria do Ginocentrismo. 

Artigos anteriores desta Teoria:

Leitura Nº 1: Olhando Fixamente para fora do Abismo
Leitura Nº 2: A Mesma História Repetida
Leitura Nº 3: Refutando o Apelo ao Dicionário
Leitura Nº 4: "Pig Latin"¹ – Brincando com as palavras
Leitura Nº 5: Anatomia de uma Ideologia da Vitimização
Leitura Nº 6: Vinho Velho, Garrafas Novas
Leitura Nº 7: O Pessoal em Contraste ao Político
Leitura Nº 8: Perseguindo Arco-íris
Leitura Nº 9: Falsa Consciência e Manipulação-Kafka


Por Adam Kostakis

Leitura Nº 10

“Os fundadores de uma nova colônia, seja qual for a utopia sobre a virtude e a felicidade humanas que tenham projetado de partida, invariavelmente aceitam, como uma de suas primeiras necessidades práticas, escolher um pedaço de terra virgem para servir de cemitério e uma segunda porção de terreno para construir uma prisão” — Nathaniel Hawthorne 

Parece sensato, nesta fase, colocar a seguinte questão: por que tudo isso está acontecendo? A resposta que posso oferecer, para efeito da presente leitura, não é histórica, mas psicológica: ela oferece uma explicação mediante referência ao estado mental dos operadores do feminismo. Há, certamente, processos históricos em curso, explorados em outros campos, mas nenhum movimento social sobrevive unicamente por causa de sua história. Ninguém nasce feminista. Deve haver algum estímulo, ou estímulos, trabalhando previamente para remodelar homens e mulheres não-feministas em feministas atuantes. Mas não podemos explicar a conversão feminista em circunstância da agitação dos já existentes ativistas feministas. Podemos certamente acreditar que o ativismo feminista desempenha um papel no recrutamento, mas isso não é suficiente como explicação. Por que um indivíduo, então, compromete-se com o feminismo, em vez de com qualquer outro movimento social particular cujos defensores se engajem em agitação para efeitos de recrutamento ideológico?

Deve ser porque o feminismo oferece a esses indivíduos algo que outros movimentos não oferecem. Eu proponho que, ao abrir um espaço absolutamente recompensador e coletivo de ódio ao homem, o feminismo oferece uma forma de catarse avidamente assimilada por aqueles já predispostos à misandria. Existem provavelmente tantas racionalizações para a misandria quanto existem indivíduos feministas — nós teríamos que explorar os detalhes íntimos da vida de uma pessoa feminista, particularmente sua cultura mental, para chegar a uma conclusão sobre quando e por que ela decidiu culpar um sexo inteiro por cada um de seus inconvenientes. O que é comum a todas essas pessoas é a hostilidade à masculinidade, ou seja, a tudo aquilo que é característico do sexo masculino1. Quando o entusiasmo inicial provocado pela condescendência mútua no ódio sexual desvanece, as linhas de comunicação entre as feministas permanecem em aberto. O feminismo fornece mais do que a oportunidade de catarse. A feminista logo percebe que ela não precisa restringir-se a câmaras de eco2, mas pode tentar experimentar uma mudança real. A emoção corre através dela na idéia de não apenas depreciar, mas, na verdade, de prejudicar os homens. Apoiada por um movimento amplamente organizado, generosamente e institucionalmente financiado — movimento conectado — aquele que goza de uma auspiciosa reputação como defensor da maior virtude do nosso tempo, a igualdade — ela se lança a trabalhar. O feminismo é o sonho de uma misandrista.

Implícito naquilo que escrevi acima está o corolário de que o feminismo não cria misandria. O feminismo promove, endossa, reforça, organiza e engrandece a misandria, mas não a gera absolutamente. Uma mulher que não é antipática para com os homens não se tornará assim pela exposição ao pensamento feminista. Mais provavelmente, ela recuará na sua filosofia odiosa. O feminismo simplesmente fornece um espaço para mulheres e homens que já estavam misandricamente inclinados a se reunir e fazer planos.

O precursor do feminismo foi o Ginocentrismo tradicional, um sistema social auto-sustentável que ensinou as mulheres que os homens devem se sacrificar em nome delas, e que ensinou aos homens que eles eram mulheres defeituosas. O privilégio feminino inerente a esta ecologia sexual veio, indubitavelmente, acompanhado e reforçado pela animosidade para com os homens — o sexo “falho” — mais particularmente para com aqueles homens que não estavam em conformidade com o papel Ginocêntrico esperado deles. O feminismo se afasta deste modelo, não só no sentido de que ele proporciona organização para esta misandria, mas também na instabilidade das suas operações. O feminismo exige implacavelmente maior sacrifício masculino em benefício das mulheres. Este é um processo a ser intensificado, sem um ponto final. Tal processo carece de planejamento antecipado ou qualquer arremedo de equilíbrio. Restrições cada vez maiores são colocadas sobre a mesma classe de pessoas cujo trabalho e cujo gênio sustentam a ordem social na qual o feminismo pôde prosperar. O parasita está matando seu hospedeiro, e, ou será expurgado ou morrerá junto com ele. O feminismo é simplesmente não-sustentável.

Mas, na realidade, as feministas não pensam nestes termos. Apesar de suas incursões em temas tão recônditos como jurisprudência e pós-modernismo, o pensamento feminista, por fim, decide pela validação de emoções primitivas. Os princípios centrais dos sistemas de justiça ao estilo ocidental, evoluindo como aconteciam sob o patriarcado, aspiravam à imparcialidade e à objetividade em todos os processos. Estamos falando de habeas corpus, do direito a julgamento por um júri, da presunção de inocência, de punições adequadas, em vez de punições que ultrapassam a proporcionalidade dos crimes, e assim por diante. Que essas doutrinas de liberdade cívica têm durado por tantos séculos, é só mais uma prova da integridade das gerações de homens das quais herdamos. Feministas, em seus esforços para substituir estas instituições “ultrapassadas, patriarcais”, não se envolvem em algo como o pensamento profundo que gerou a meticulosa construção destas instituições. Muito menos cogitam a noção de imparcialidade. Toda inovação jurídica feminista — seja introduzindo a presunção de culpa (para os homens), seja defendendo um sistema inquisitorial ao invés de assegurar o princípio do contraditório (para os homens), ou propondo que as mulheres não devem ser punidas de forma nenhuma quando elas cometem crimes — brota de uma mesma fonte: as violentas e vingativas emoções de cada operador feminista. O feminismo é tão perigoso porque ele existe para validar estas emoções, e atribuir-lhes um lugar permanente nas discussões sobre como a sociedade pode ser mais bem organizada.



O sucesso do feminismo a este respeito pode ser compreendido quando consideramos a popularidade da culpa coletiva, anátema que é para os princípios da neutralidade e imparcialidade que sustentam os nossos sistemas de justiça liberais. A culpa coletiva é uma descarga emocional, um efeito visível de um concentrado ódio de classe. Trata-se de um atentado contra a verdade verificável de agência moral individual. Sob um sistema de culpa coletiva, as ações de alguém não têm nenhuma influência sobre o seu destino. Os seres humanos são enviados para a forca pelas circunstâncias de seu nascimento. Não há um propósito nos julgamentos, ou qualquer instituição que exista para apurar os fatos em causa e para atribuir culpa. A culpa já foi atribuída, os fatos são irrelevantes. O que se segue à culpa coletiva é uma punição coletiva.

Feministas ainda não estão em uma posição poderosa o suficiente para distribuir punição coletiva para a totalidade do sexo masculino. Em vez disso, elas lançam a rede o mais ampla e profundamente possível, na esperança de capturarem o maior número de homens e meninos o quanto podem. Onde quer que um homem individualmente identificável apareça no radar delas, ele se torna o último pária, mesmo que as acusações contra ele sejam fracas e infundadas. Isso é irrelevante; tudo o que importa é que ele tenha sido identificado. Em seguida, ele se torna o alvo de uma desenfreada angústia, uma pichorra pública, uma efígie de todos os homens, de tudo aquilo que é característico do sexo masculino em si. Ele se torna a personificação de todo o sexo masculino, e a punição coletiva que as feministas anseiam a distribuir para todos os homens é infligida sobre ele. Mesmo depois que ele provou ser inocente de todas as acusações, os ataques se intensificam, como se a relutância do mundo a reconhecer a sua culpa fosse um prejuízo ainda maior do que as acusações feitas contra ele. Em pouco tempo, ele será esquecido, e um novo bode expiatório será descoberto. Até lá, as feministas vão tentar superar umas às outras em editoriais, discursos e nas seções de comentários dos jornais e blogs, apelando para as mais grotescas mutilações e atos de violência contra ele.

Um sistema legal imparcial, que trata os seres humanos como indivíduos, é uma barreira contra a punição coletiva. Eliminá-la completamente seria permitir a punição de muitos mais homens, com base no pressuposto de que são homens, razão pela qual as feministas têm lutado incansavelmente para derrubar a imparcialidade. Pouco a pouco, os agentes feministas dentro do governo, das instituições acadêmicas e do sistema legal têm substituído a agência moral individual e o Estado de Direito pela microgestão de pessoas. Como diz o mantra, o pessoal é político — isso é, cada vez mais, o negócio do Estado. Mesmo quando não explicitamente formulado assim, o princípio subjacente de toda inovação feminista é fazer o Estado avançar de forma ameaçadora, cada vez mais de perto, sobre nossas vivências cotidianas, pessoais. Se o pessoal realmente é a mesma coisa que o político, então o politicamente correto deve ser a correção pessoal — um sistema perverso e generalizado de controle que escrutina cada movimento de um indivíduo, a fim de tolhê-lo. Você deve ser pessoalmente correto, em termos de suas crenças, seus desejos, suas buscas, seus gostos — até nas piadas que você está autorizado a rir — de acordo com os padrões delas. São elas as autodeclaradas “vítimas” da sociedade, no entanto, as que são poderosas o suficiente para desfrutar de um almoço com o Presidente e definir os termos em que o Governo está a comandar a sua vida.

A idéia não é a de que os homens devam superar todos os obstáculos em sua luta para serem politicamente/pessoalmente corretos. Afinal de contas, aqueles que estão exigindo que os homens executem este desafio diário são as mesmas pessoas que se dispõem a espancá-los com pedaços de pau enquanto eles tentam. A idéia é a de que os homens devam, por assim dizer, morrer tentando. A intenção é a de que os homens não consigam. Enquanto os homens medianos conseguirem viver pacificamente, e até mesmo com sucesso, mais e maiores incursões em seu espaço pessoal serão exigidos. É no ponto de falha — quando os homens não conseguirem viver de acordo com as regras cada vez mais constritivas estabelecidas para eles — é que eles podem ser punidos. A prova fica mais difícil a cada dia e a cada aprovação de uma nova legislação.

No extremo de microgestão social, encontramos Estados como a Coréia do Norte, uma ditadura brutal, totalitária, que controla todas as formas de mídia, impõe severas restrições às liberdades de expressão, de associação, de circulação e ao acesso à informação, e detém os dissidentes e suas famílias em campos de concentração, onde muitos morrem de fome ou em experiências médicas. As sociedades ocidentais são separadas do continuum de despotismo, no qual podemos encontrar a Coréia do Norte, por um pequeno número de princípios básicos, alguns dos quais já foram mencionados: o respeito pela autonomia do indivíduo, a presunção da inocência, a separação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, etc. Estas doutrinas correspondem exatamente àquelas que o feminismo pretende derrubar. As emoções violentas, vingativas das quais brota o feminismo são, por natureza, irracionais; não existe nenhum limite interno, racional, a sugerir que já chega depois que certo ponto de referência é atingido. Os impulsos furiosos no coração do feminismo não param de construir um regime totalitário que restringe a liberdade de expressão dos homens, sua liberdade de associação e seu direito de ir e vir, e os detém em campos de concentração e em campos de trabalho onde eles estão sujeitos à fome e à mutilação.

Será que estamos tão longe de regimes selvagens como o da Coréia do Norte, e que esta não é uma possibilidade? Não devemos nos deixar enganar pelos apelos de que vivemos em uma democracia, e que os líderes são, em última instância, responsáveis perante o povo. Nossa democracia é apenas aparente, que oferece pouca escolha real. O consenso bipartidário entre os principais partidos certifica que o Estado continua a crescer, e que a agenda feminista é promovida ainda mais, quer o novo governo se esconda em vermelho, quer em azul. Diante de nenhuma oposição política séria, os governantes não têm que se curvar ao povo para garantir o seu mandato. Toda condescendência pública é superficial, apesar de altamente eficaz, da mesma forma que todos os totalitários têm desfrutado da popularidade das massas. Por definição, totalitários devem ser populistas: o apoio que devem mobilizar, a fim de permanecerem no poder, não pode ser aquele de uma minoria armada somente. Em troca do patrocínio das massas, totalitários acariciam os seus egos, dando entusiástico louvor a elas pela coragem delas, declarando-lhes a inspiração de todo o progresso. No mínimo, a maior parte delas é enaltecida. Os grupos que não são favoráveis são, em contraste, tratados com desprezo antes de sua destruição. É a maioria que se torna tirânica — como Alexis De Tocqueville advertiu — quando os líderes isolam um determinado segmento da população para a culpa e castigo. Desfrutando de sua glorificação em nome do líder, a maioria escolhida se juntará contra os indesejáveis, e irá tratá-los com malícia abominável. Trata-se de uma história que tem se desenrolado, várias vezes, ao longo da história — e não menos importante, nas tiranias populistas do século XX. Hoje, os nossos líderes exaltam o feminino e difamam o masculino — um preconceito corrente tão profundo que se tornou normalizado, a ponto de poucos considerarem anormal o fato do Presidente criticar severamente os homens em pleno Dia dos Pais. Os homens — que estão, de fato, em minoria, perfazendo 49% da população, estão sofrendo as fases iniciais da tirania da maioria.  Líderes de todos os partidos adulam, em primeiro lugar e acima de tudo, a maioria do sexo feminino, e particularmente os grupos de pressão criados (supostamente) em função de seus interesses. Mais pernicioso do que isso é a entrada das mulheres na política — não por causa do fato de que elas sejam mulheres, mas porque quase todos os políticos do sexo feminino, seja qual for a sua filiação partidária, fazem das questões femininas a sua prioridade. Em contrapartida, políticos do sexo masculino juram fidelidade aos princípios de seu partido e às exigências de seus eleitores, mas não às questões dos homens. Não há políticos que fazem das questões dos homens uma prioridade, mas há muitos — homens e mulheres — que trabalham na suprapartidária plataforma das questões das mulheres. O mundo não é tão simples que podemos dizer que homens estão sobre-representados porque eles estão presentes em maior número. Apesar de existir um número maior de homens na política, são as mulheres que estão sobre-representadas, porque mais políticos representam-nas do que representam os homens. O sexo do político não faz diferença para a legislação que ele aprova. Em cortejar o voto feminino, e, particularmente, em seus esforços para agradar a grupos feministas (misandria organizada), ele perpetuará e estenderá o cavalheirismo, ele depreciará publicamente o seu próprio sexo, e ele aprovará cada vez mais legislações antimasculinas, sancionando a brutalização de homens comuns.



A destruição sistemática segue o desprezo sistemático. A consequência final do feminismo é nada menos do que um Holocausto, o todo-poderoso crescendo para marcar o sucesso de um século ou mais de guerra sexual e a demonização/degradação do masculino. Aqueles homens, tais como os políticos do sexo masculino que têm alimentado as chamas do tribalismo de gênero para ganhar votos e beneficiar suas próprias carreiras, tornar-se-ão os facilitadores dos campos de concentração e os executores dos programas de redução da população. Eles serão os Pais Tomás, os Judenräte montados sobre cavalos brancos, e que acabarão por encontrar o mesmo destino que os homens que eles ajudaram a exterminar. A violência antimasculina, homicida e genocida na retórica feminista está bem documentada:

          “O homem é um animal doméstico que, se tratado com firmeza… pode 
          ser treinado para fazer muitas coisas” — Jilly Cooper, SCUM 
          (Society For Cutting Up Men)

          “Eu quero ver um homem espancado até sangrar e com um 
          salto alto enfiado na sua boca, tipo uma maçã enfiada na 
          boca de um porco” — Andrea Dworkin

          “Mate seus papais” — Robin Morgan

          “Sendo a vida nesta sociedade, na melhor das hipóteses, um tédio absoluto, e 
          nenhum aspecto da sociedade tendo a menor relevância para as mulheres, 
          só resta às fêmeas politizadas, conscientes, responsáveis, em busca de 
          emoções, derrubar o governo, destruir o sistema monetário, instituir a 
          automação completa e destruir o sexo masculino” — Valerie Solanas, 
          SCUM Manifesto

          “Não é por acaso que nos matriarcados antigos os homens eram castrados, 
          abatidos em sacrifício e excluídos das formas públicas de poder; nem é 
          por acaso que algumas supremacistas femininas agora acreditam que os 
          homens sejam uma espécie ou uma raça distinta e inferior. Onde quer que 
          o poder esteja acessível ou a integridade física seja reverenciada sobre 
          a base em atributo biológico, a crueldade sistematizada permeia a 
          sociedade e o assassínio e a mutilação contamina-a. Nós não seremos 
          diferentes” — Andrea Dworkin

          “Por que termos poucos homens?... A proporção de homens deve 
          ser reduzida e mantida em aproximadamente dez por cento 
          da raça humana” — Sally Miller Gearhart 

          “Se a vida é sobreviver neste planeta, deve haver uma descontaminação 
          da Terra. Eu acho que isso vai ser acompanhada por um processo 
          evolutivo que irá resultar em uma redução drástica da população de homens” 
          — Mary Daly

A resposta padrão feminista é a de salientar que estas citações são de feministas radicais, as quais não possuem um papel ativo há muito tempo, e que não representam a corrente principal do feminismo. Embora não seja exatamente verdade que elas não representem a corrente principal do feminismo, podemos encontrar exemplos mais recentes de posições feministas:

          “Está na hora do governo ter uma estratégia de ruptura 
           do poder dos homens e da opressão masculina como parte 
           de sua estratégia para as mulheres e para a justiça de gênero... 
           Mudar agendas futuras para as mulheres implica mudar os homens;
           mudar os homens implica desconstruir os homens e reduzir o poder dos homens, e,              ainda em longo prazo, poder implicar até mesmo na abolição dos homens” 
          — EuroPRO-Fem, uma rede européia de homens pró-feministas

O seguinte foi extraído de uma recente discussão em um blog feminista:

          Allecto: Eu acho que há uma solução muito simples para o “problema” 
          do esporte coletivo de estupro coletivo que é tão popular quanto uma 
          forma de união gay masculina entre jogadores de futebol. Castração 
          obrigatória de todos os homens que jogam futebol e de todos os 
          homens que assistem futebol. Esta seria uma solução rápida e fácil.

          bonobobabe: Eu gosto da sua idéia de castração. Eu daria um passo adiante 
          e castraria todos os bebês do sexo masculino ainda no nascimento.

          Mary Sunshine: Não há outro remédio para esta situação além de impedir 
          o surgimento de quaisquer seres humanos do sexo masculino.

Duas advertências devem ser adiantadas antes de prosseguirmos. A primeira não é um compromisso; não é autocensura ou moderação. É a constatação de um fato. A maioria esmagadora das mulheres não apóia, e não apoiaria, o extermínio dos homens. A questão de se saber se todas ou a maioria ou apenas algumas feministas apóiam o extermínio dos homens é tal que eu vou abordar daqui a duas semanas. Claramente, há feministas que não apóiam abertamente o extermínio de homens. No entanto, elas têm um papel a desempenhar no processo, como fazem todos os misandristas. Por enquanto, é suficiente dizer que toda a auto-reflexão e toda a auto-crítica feministas passam pelo veredito de que elas não estão sendo “feministas o suficiente”, ou seja, resultando em uma maior radicalização. Eu cito a partir da contracapa do livro O Futuro Radical do Feminismo Liberal de Zillah Eisenstein, um texto feminista que chega a esta mesma conclusão:

          Eisenstein mostra que o feminismo liberal é ‘autocontraditório’ porque 
          ‘aceita o liberalismo e, ao mesmo tempo, rejeita a sua base patriarcal.’ 
          No entanto, na verdade, o feminismo é ‘potencialmente subversivo’, 
          tanto para o liberalismo quanto para o Estado capitalista patriarcal, 
          e isso pode e deve tornar-se radicalizado, pois vai de encontro aos 
          limites do que pode ser feito dentro do contexto do Estado... 
          Eisenstein apresenta a opinião de que o feminismo liberal contém 
          dentro de si as sementes da mudança radical.

O ponto significativo sobre a citação acima é que Eisenstein, a autora feminista, rejeita a “base patriarcal” de todas as instituições liberais, ou seja, ela aceitaria de bom grado acabar com a imparcialidade da lei, a igualdade perante a lei, a inocência presumida, e assim por diante. A conservação destas doutrinas, as quais existem para proteger as pessoas inocentes, não está na agenda feminista, e Eisenstein chega à mesma conclusão que eu tenho apresentado nesta leitura: que o feminismo liberal vai se tornar radical quando ele conseguir tudo o que puder mediante o Estado liberal. As emoções violentas e vingativas não serão saciadas, nunca. Assim que o feminismo chegar tão longe quanto puder por meio do Estado liberal, as “feministas liberais” se voltarão contra ele e tramarão a sua derrubada.

A segunda advertência é que a destruição física dos homens não é inevitável. É a consequência lógica do feminismo, mas o nosso futuro não está escrito em pedra. Tendo em conta que feministas têm explicitamente apelado pelo trabalho masculino forçado e pela remoção da presunção de inocência quando homens são acusados de estupro, e que os legisladores estão seriamente propondo a sugestão de que os culpados de crimes sexuais devem ser fisicamente castrados, podemos concluir que já estamos de alguma forma descendo a estrada feminista para o inferno. O feminismo não tem freios internos; uma vitória não tempera as emoções violentas da feminista, mas fornece o ímpeto para impulsioná-la por melhores resultados, com o conhecimento de que ela pode sair impune por prejudicar os homens. Qualquer barreira para o progresso do feminismo, portanto, tem que vir de fora do feminismo. Cabe aos agentes externos construir uma parede de tijolos no caminho do feminismo.

Estamos há mais de sessenta anos em um processo orgânico que deixará a humanidade com uma sociedade irrevogavelmente modificada. O catalisador para a abolição do Ginocentrismo é a sua própria expressão radical e insustentável no feminismo. Essas mesmas mudanças sociais e conceituais que tornaram o feminismo possível motivaram a questão de saber por que razão os homens devem suportar qualquer forma de Ginocentrismo. A massa crítica de oposição ao Ginocentrismo, resultando na derrocada deste, será alcançada logo que feminismo for exposto ao mundo. O que resta saber é se o feminismo deve se expor, ou se vai ser exposto por contrafeministas. A primeira ocorrerá se o movimento se tornar poderoso o suficiente para lançar explicitamente a destruição física dos homens. A minha opinião é a de que as feministas vão fazer esta jogada de dados final, e que elas serão, no fim, malsucedidas, embora muitos homens sofrerão mortes tortuosas. A outra possibilidade é a de que o feminismo será exposto em antecipação a isto, evitando grande parte da violência, e possibilitando a revogação de toda a regra Ginocêntrica, com derramamento mínimo de sangue. Seja qual for o caso — se o feminismo vai se expor, ou se será exposto — isso será feito. Lançado na luz solar desinfetante do olhar do mundo, responsabilizado por suas gravíssimas transgressões, nunca mais o feminismo será tolerado.

Adam

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Notas do Tradutor:
[1] Propriedades características do sexo masculino [grifo meu]: é a tradução da palavra inglesa: maleness. Geralmente, essas características são propriedades biológicas associadas com o sexo. 
[2] câmaras de eco [grifo meu]:
Uma câmara de eco é um espaço de comunicação insular onde todo mundo concorda com a informação e que nenhuma intervenção externa é permitida (Fonte: http://www.urbandictionary.com/define.php?term=echo%20chamber);
Na mídia, uma câmara de eco é uma situação na qual informações, idéias ou crenças são amplificadas ou reforçadas pela transmissão dentro de um espaço "fechado", muitas vezes abafando opiniões externas.(Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Echo_chamber_(media)).

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KOSTAKIS, Adam. A Conseqüência Final do Feminismo, Parte I [The Eventual Outcome of Feminism, Part I] [em linha]. Tradução e notas de Charlton Heslich Hauer. [s.l.]: Gynocentrism Theory, 2011. Disponível em: <http://gynotheory.blogspot.com/2011/03/eventual-outcome-of-feminism-part-i.html>. Acesso em: 08 nov. 2015.


Atualizada e revisada em 08 nov. 2015 

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