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sábado, 17 de setembro de 2016

Anatomia de uma Ideologia da Vitimização


Chegamos a mais um grandioso artigo sobre a Teoria do Ginocentrismo, desenvolvida pelo brilhante filósofo, Adam Kostakis, com o intuito de refutar a mentirosa e fraudulenta “Teoria do Patriarcado” e de ajudar a fortalecer a consciência em defesa dos Direitos mais básicos de Homens e Meninos.  

Clique aqui para ler o 1º artigo: Olhando Fixamente para fora do Abismo
Clique aqui para ler o 2º artigo: A Mesma História Repetida
Clique aqui para ler o 3º artigo: Refutando o Apelo ao Dicionário
Clique aqui para ler o 4º artigo: “Pig Latin”¹ – Brincando com as palavras



Por Adam Kostakis

Leitura Nº 5

“A maior fraqueza dos homens é sua fachada de força; a maior força das mulheres é sua fachada de fraqueza” — Warren Farrell

Entre os piores erros que os amantes da liberdade podem cometer está o de estereotipar as feministas como um pequeno e heterogêneo grupo de lésbicas revoltadas que há muito deixaram de ser relevantes. Tome nota: esse estereótipo as ajuda.

Devo repetir: esse estereótipo as ajuda.

Deixemos isso bem claro. Toda vez que você subestimou as feministas, ao considerá-las um bando de bruxas velhas mal-humoradas que ninguém leva a sério, você ajudou a obscurecer o programa delas e, de fato, suas próprias existências como uma forma de poder organizado. Depreciá-las, você deve — mas fazê-lo de uma forma que as exponha, não que as obscureça! O feminismo está muito longe de ser uma relíquia do passado. O movimento feminista é levado muito a sério por aqueles que têm o poder de impor os seus principais objetivos:

(1) A expropriação dos recursos dos homens para as mulheres.
(2) A punição de homens.
(3) Aumentar (1) e (2) em termos de alcance e intensidade, indefinidamente.


A obscuridade auxilia a concretização destes objetivos ao criar dúvida entre potenciais adversários. O erro na identificação do feminismo como um artefato cultural que já não detém o domínio sobre as operações do governo e da sociedade, é um produto da própria metamorfose do feminismo. Note que a essência, ou a substância do feminismo, não mudou ao longo dos anos, apenas a sua forma, ou a embalagem. A mudança de embalagem tem se mostrado tão eficaz que alguns agora negam que o produto ainda exista.

Pelo contrário. Assim como os tempos mudaram com o feminismo, o feminismo mudou com os tempos. Na transformação do feminismo, de um movimento de oposição ao governo e à sociedade em geral, em um movimento que controla o Estado e a opinião pública — e usa essa posição para perseguir os novos inimigos do Estado — suas estratégias sofreram certa transformação cultural. Hoje, as feministas não precisam ter acessos de raiva para conseguirem o que querem, pois, enquanto no passado elas protestavam violentamente contra a máquina, agora elas controlam-na. Esta é a mudança verdadeiramente profunda nas sociedades ocidentais desde o auge da consciência sobre o feminismo, em meados do século passado; não é verdade que as feministas têm se tornado menos relevantes, ao contrário, muito mais.

 Como Fidelbogen colocou recentemente:

O feminismo agora está entremeado nas estruturas institucionais, portanto, “respeitável”. Eu poderia compará-lo ao crime organizado, onde no início os bandidos cometiam atividades criminosas, abertamente, mas, uma vez que eles inseriram seu pessoal para dentro do governo, e da política eleitoral, aprenderam a usar gravata de seda e jogar o jogo de uma forma diferente.

Quando as feministas estavam fora do consenso, causar ofensa foi uma de suas armas principais — mal-disfarçada de avanço vanguardista dos limites. Quem se lembra desta “adorável” peça propagandística de ódio, publicada na década de 1970?

“Castração livre quando necessária — Um direito da mulher decidir”

A descrição acima é exatamente o tipo de coisa que as feministas de hoje gostam de fingir que nunca aconteceu. Agora que as feministas chegaram a um consenso, elas são obrigadas a defender os seus ganhos; em 1970, quando a imagem acima foi produzida, elas atacavam do lado de fora, e tentavam derrubar a moral oficial, em vez de (como fazem agora) defini-la e ditá-la.

E qual a melhor maneira de manter o controle senão punir aqueles que atacam, ou que possam atacar o novo status quo? Naturalmente que estamos nos referindo aos homens, quem mais estão perdendo com os três objetivos fundamentais do projeto feminista listados acima. Hoje, as feministas acreditam que as mulheres têm o direito inalienável de não se sentirem ofendidas, e não hesitam em empregar a violência do Estado para fazer valer isso. Processar aqueles (os homens) que causam ofensa é a nova arma delas, que têm substituído a antiga (ofender). Evidentemente, perseguir as pessoas apenas por serem ofensivas é bem menos tolerante do que os homens foram para as feministas antes de elas terem assumido o controle. Mas, como a Teoria do Ginocentrismo nos conta, os homens foram bem tolerantes com as mulheres ofensivas nos primeiros dias do feminismo porque elas já exerciam um controle substancial.

Feministas acreditam que estão agindo corretamente? A resposta é um rotundo sim vindo da maioria delas — elas realmente acreditam que elas são um povo justo, e mesmo quando elas se tornam cientes de que estão agindo erradamente, elas racionalizam também que estão, simultaneamente, agindo corretamente. Como pode ser isso? Bem, deixe-me mostrar-lhe como isso funciona, traçando a anatomia de uma ideologia da vitimização.

Depois que um período de conscientização propaga a crença de que os membros de um grupo são — por essência natural deles enquanto membros do grupo — vítimas, o grupo deve perseguir dois objetivos:

(1) Igualar-se com o grupo “inimigo” designado;
(2) Forjar a sua própria “identidade de vítima”, distinta do grupo “inimigo” e livre de qualquer responsabilidade para com este mesmo grupo.


Você vai notar que, enquanto o primeiro objetivo traz o grupo “vítima” para mais perto do grupo “inimigo”, em termos de status, expectativas, autonomia etc., o segundo amplia o abismo entre eles. O primeiro objetivo, como dissemos, vai nos unir em nossa humanidade comum, e trazer a liberdade para todos, e outras coisas bonitas como essa. Mas assim que chegamos perto disso, tende-se a haver uma inclinação para proclamações a respeito da importância do segundo objetivo. Nada será suficiente o bastante para satisfazer as pessoas do grupo “vítima” , porque elas se vêem como essencial e inerentemente vítimas do grupo “inimigo”, independentemente do que possa ter mudado na realidade. A ideologia da vitimização é anticontextual, e seus seguidores — os autodesignados “vítimas” — nunca se vêem como nada mais além disso. A condição de vítima dessas pessoas é afirmada a priori, e os fatos devem ser montados para se enquadrar nessa narrativa. Em outras palavras, elas vão reinterpretar qualquer situação como sendo elas as mais duramente tratadas.

Esta é a razão pela qual feministas como a Hillary Clinton podem sair por aí dizendo coisas como:
as mulheres sempre foram as principais vítimas da guerra. As mulheres perdem seus maridos, seus pais, seus filhos em combate.

Bem, com certeza — perder membros da família em mortes horríveis é muito pior do que realmente morrer daquelas formas horríveis. Isto só se a sua visão de mundo estiver toda contaminada pelo sexismo e se você reduz a condição dos homens a de Objetos Protetores/Provedores. Na citação de Hillary Clinton, não há humanidade nenhuma atribuída aos homens. O verdadeiro problema não é, em si, eles serem traumatizados, mutilados e despedaçados; e sim, que por estarem sujeitos a atrocidades, os homens não serão capazes de cumprir seus papéis de protetores/provedores tão eficazmente. Nisso, por conseguinte, são as mulheres que perdem, porque os homens, na verdade, não têm importância, exceto na medida em que podem prestar assistência às mulheres. Este é, precisamente, o tipo de atitude que emerge de uma ideologia de vitimização. A totalidade da existência, em toda sua complexidade maravilhosa, é reduzida a primitivismo preto-e-branco: meu povo importa, o seu não. Ou, como veremos, minha gente é boa, sua gente é má. Tudo que for bom para meu povo é bom, não importa se é bom ou ruim para o seu povo.



Esse tipo de pensamento é conhecido como Essencialismo Maniqueísta, e é a pedra angular metafísica de todo o feminismo. Décadas de conscientização têm garantido que as mulheres sejam, automaticamente, levadas a se considerarem injustiçadas, quaisquer que sejam os fatos. Sempre que exemplos reais de mulheres sendo injustiçadas não podem ser encontrados, um privilégio compensatório torna-se o objetivo sancionado. Isto é, as mulheres são tratadas mais lenientemente no seguinte aspecto, porque se acredita que são desfavorecidas em um assunto não relacionado, ou até mesmo desfavorecidas no sentido geral. Um exemplo recente disso, vindo do Reino Unido, é a ordem emitida por Dame Laura Cox aos juízes, onde eles devem tratar os criminosos do sexo feminino com maior leniência, uma decisão que, simultaneamente, reduziu os homens britânicos a uma condição de segunda classe, enquanto deu um sinal verde a mulheres abusivas que, de outra forma, poderiam ter sido desencorajadas.

Há quem vá mais longe do que isso. A Baronesa Corston que, explicitamente, identifica-se como uma feminista, acredita, realmente, que as mulheres não merecem serem punidas de maneira nenhuma quando cometem crimes. Seu relatório de governo de 2007 defendia que todas as prisões femininas deveriam ser fechadas, e que até mesmo as criminosas mais violentas e abusivas não deveriam ser presas. Com efeito, elas

não iriam mais para alguma das 15 prisões femininas do país, as quais todas seriam fechadas. Em vez disso, assassinas como Rose West, em vez de pegarem prisão perpétua pelo assassinato de dez jovens mulheres e meninas, seriam enviadas para “singelas” unidades de custódia locais. Lá, elas seriam autorizadas a: viver como uma “unidade familiar” com entre 20 e 30 outras prisioneiras, organizar suas próprias compras e orçamentos, além de cozinhar. As unidades também permitiriam que elas ficassem mais próximo de suas famílias … Todas as prisões femininas iriam fechar na próxima década, e poderiam, em vez disso, ser convertidas em prisões para os homens ... O relatório afirma: “Mulheres e homens são diferentes. A igualdade de tratamento entre homens e mulheres não resulta em desfechos iguais.”

A descrição acima é um exemplo clássico de Novilíngua Orwelliana. Antifeministas de todos os tipos vêm dizendo há décadas que homens e mulheres são essencialmente diferentes. Feministas têm insistido que homens e mulheres são essencialmente iguais, e que por isso devemos ter igualdade de tratamento. Mas, assim que a igualdade vai de encontro ao objetivo de empoderamento feminino, ela é descartada como uma batata quente, e as feministas se contorcem em incríveis ginásticas semânticas para justificar a completa mudança repentina.

Além disso, as mulheres (sic) nunca serão enviadas para a cadeia para “ensinarmos a elas uma lição”.

É claro que elas não devem. As mulheres não deveriam ter, realmente, que aprender a respeitar a lei, muito menos a se comportar como membros da civilização. Elas devem ser autorizadas a comportar-se de maneira desregrada e livre, abusar e destruir qualquer coisa que quiserem, com a licença absoluta. Elas não devem nem mesmo levar uma bronca pelo mau comportamento delas — já que isso seria violência doméstica, você não sabe?

Mas se o feminismo luta, verdadeiramente, por igualdade, não deveriam as feministas estar pressionando por novas leis para criminalizar mais as mulheres, ao invés da abordagem anti-igualitária delas de aprisionar menos mulheres e mais homens? Ou será que a igualdade só importa quando as mulheres é que são consideradas por estarem em condições desiguais? (Por si só, isso implica fortemente que as mulheres são uma classe privilegiada como nenhuma outra.)

A taxa de encarceramento feminino é apenas um oitavo da dos homens nos Estados Unidos (Wikipédia, acessado em 10 de outubro de 2010), enquanto as mulheres representam apenas 5,7% dos presos na Grã-Bretanha (acessado em 10 de outubro de 2010). Certamente, se a igualdade fosse a meta, iríamos flexibilizar as leis de inspiração feminista e punitivas contra os homens, e, em vez disso, buscar punir mais mulheres. Não consigo pensar em nenhum outro lugar da sociedade moderna tão dominado por homens, ou sem representatividade, do que o sistema penal — algo que, no interesse da igualdade entre os sexos, precisa mudar.

Mas não — categoricamente contrárias aos princípios de justiça neutra e imparcial, feministas consideram uma coisa boa, em si, prender menos mulheres! É como se as mulheres culpadas de crimes, não fossem, realmente, culpadas — e que, portanto, fossem vítimas de tudo o que fosse feito para elas como punição. Trata-se de uma noção popular de que as mulheres estão em desvantagem — geralmente, inerentemente e essencialmente dentro do seio da própria fibra do ser delas — e igualmente, deve estar presente em cada área específica de suas vidas; assim, qualquer coisa feita para ajudá-las deve ser no sentido de reduzir essa injusta desvantagem. Qualquer pessoa  de espírito racional pode ver como tudo isso é um absurdo, e eu incluo as líderes feministas nisso, pois elas são astutas, não estúpidas. Punições merecidas, a dissuasão, o tratamento justo, a própria civilização, tudo isso que se dane; isso é o Ginocentrismo em ação.



Para recapitular, ideologias da vitimização, como o feminismo, buscam:

(1) Igualar-se com o grupo “inimigo” designado;
(2) Forjar a sua própria “identidade de vítima”, distinta do grupo “inimigo” e livre de qualquer responsabilidade para com este mesmo grupo.


Que estes dois objetivos estão em contradição não é apenas uma falha lógica, é parte de uma estratégia que permite que o grupo “vítima” mude sua postura de acordo com as circunstâncias necessárias. O objetivo (1) poder ser sistematicamente perseguido até certo tempo. Mas, se o movimento está sob análise por estar desfavorecendo o grupo “inimigo”, as “vítimas” podem simplesmente mudar para o objetivo (2) e enfatizar a importância de suas próprias singularidades, de maneira que a igualdade não seja suficiente. Ou, como a feminista Germaine Greer coloca:

Em 1970, o movimento era denominado “Liberação da Mulher”, ou, desdenhosamente (sic), “Lib da Mulher”. Quando o nome “Libbers” foi abandonado e trocado para “feministas”, nós ficamos todas aliviadas. Mas o que nenhuma de nós percebeu foi que o ideal de libertação foi desaparecendo com a palavra. Nós nos conformamos com a igualdade. Lutas de libertação não são sobre assimilação, mas sobre afirmar diferenças, dotando essas diferenças com dignidade e prestígio, e insistindo sobre elas como condição de autodefinição e autodeterminação. … as feministas visionárias do final dos anos sessenta e início dos anos setenta sabiam que as mulheres nunca poderiam encontrar a liberdade por concordar em viver a vida dos não-livres homens.

Uma vez que a condição de igualdade é alcançada, a retórica da igualdade pode ser descartada, pois, quem quer ser apenas igual a um homem, afinal? Aqui, de forma inequívoca, temos uma afirmação de supremacia feminina.

Tudo como sempre foi.

Se a igualdade tivesse sido a meta final, então as desvantagens dos homens teriam sido abordadas a sério, e não exacerbadas enquanto os próprios homens eram prejudicados. Até hoje, o único momento em que uma feminista incomoda-se com um problema de desvantagem masculina é quando isso beneficia as mulheres em algum ponto — como no caso da licença-paternidade. Igualdade forçada entre licença-paternidade e licença-maternidade afastaria qualquer desincentivo que os empregadores teriam ao contratar mulheres. Uma feminista deixará de lado seu clichê “todos os pais são estupradores e agressores”, apenas o suficiente para insistir que os homens deveriam ter direitos iguais enquanto pais — mas isso, normalmente é apresentado como uma exigência para que os homens assumam os encargos de criar os filhos, a fim de que as mulheres possam ser empoderadas no mercado de trabalho. Mesmo quando as injustiças contra eles estão sendo corrigidas, homens são ferramentas em benefício do sexo feminino.

Tudo como sempre foi.

Outro exemplo é o estupro masculino nos presídios. Isso é ocasionalmente destacado pelas feministas, mas apenas porque os homens podem ser mostrados como opressores, o que permite a elas atacar a masculinidade em si. Feministas aproveitam a “chama acesa” depois que o estuprador fez a parte dele; elas concluem com a humilhação sexual do homem vitimado pelo estupro destruindo a auto-identidade dele; envenenam sua mente com calúnias de que a masculinidade em si é a culpada por ele ter sido vitimado; e que, portanto, o elemento fundamental e imutável dele próprio é que foi a causa de seu estupro. Elas forçam sobre ele a identificação do estuprador com a vítima do estupro, e o aviltamento de “masculinidade tóxica” que elas fazem, serve para que ele aceite que compartilha as características abusivas daquele que o abusou. Por outro lado, o elevado nível de culpabilidade do sexo feminino em casos de abuso infantil, tanto sexual quanto não-sexual, é ignorado ou negado.

É por isso que a nossa definição universalmente aplicável de feminismo não poderia incluir qualquer referência à “igualdade” — não é uma declaração razoável a fazer, se estamos usando ferramentas analíticas mais incisivas do que o Essencialismo Maniqueísta. A definição universal permanece, e nenhum terreno pode, eventualmente, ser cedido: o feminismo é o projeto para aumentar o poder das mulheres.

Poder em que sentido? Poder para fazer o que? Tais questões surgem, inevitavelmente. A resposta, se você estiver acompanhando de perto, é óbvia — o que quer que elas queiram, não importa quem esteja sendo prejudicado. Calar não é consentir, mas é cumplicidade, quando você tem o poder de chamar a atenção para o abuso e para os recursos para parar tudo isso, e ainda assim deixa de fazê-lo, alegando que os abusadores têm órgãos genitais que se assemelham aos seus.

É disso que se trata, pessoal — nós estamos lidando com primitivas em terninhos femininos.

Adam

___________
 KOSTAKIS, Adam. Anatomia de uma Ideologia da Vitimização [Anatomy of a Victim Ideology] [em linha]. Tradução e introdução de Charlton Heslich Hauer. [S.l.]: Gynocentrism Theory, 2011. Disponível em: <http://gynotheory.blogspot.com/2011/01/anatomy-of-victim-ideology.html>. Acesso em: 17 set. 2016.

Tradução atualizada e revisada em: 17 set. 2016. Republicada nesta data, já que a outra página que continha esta tradução foi excluída pelo blogger por um problema técnico do próprio blogger.

Clique aqui para ler o 6º artigo sobre a Teoria do Ginocentrismo

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Porque os Governos Amam o Feminismo


por Angry Harry 

Este é mais um artigo extenso, mas sua leitura dar-lhe-á uma visão sobre as razões pelas quais o feminismo se tornou tão dominante no Ocidente, e porque toda a sua vida será negativamente afetada por ele; particularmente se você é homem. 

O feminismo tem muito pouco a ver com igualdade entre os gêneros, e também tem muito pouco a ver com direitos das mulheres.

O feminismo trata-se, antes de qualquer coisa, de vários grupos que procuram adquirir poder e dinheiro, e construir enormes impérios oportunistas, pelos quais milhões — literalmente milhões — de pessoas hoje em dia têm um forte interesse pessoal — interesse este que é, de fato, altamente prejudicial às sociedades nas quais estas pessoas atuam.

Para ver como o jogo é jogado, só gostaria que você imaginasse uma sociedade — uma sociedade um tanto idealizada — onde as mulheres estivessem felizes em passar os seus dias intimamente ligadas a seus lares e filhos, enquanto os homens jovens e os papais estivessem razoavelmente felizes em marchar para o local de trabalho — seja lá onde fosse.

E, além disso, gostaria que você imaginasse que a maioria das pessoas nesta sociedade geralmente estivesse bastante satisfeita com sua situação.

Em outras palavras, um lugar razoavelmente feliz.

E agora, a questão que eu gostaria que você ponderasse de forma profunda é esta aqui:

O que o governo ganharia com isso?

O que o governo ganharia com isso?

Como o governo — e seus agentes públicos — poder-se-iam beneficiar com uma existência dentro de uma sociedade de pessoas que aparentassem estar muito felizes e em paz umas com as outras?

Com que fundamentos o governo poderia dizer ao povo: “Você precisa de mais governo. Dá-nos mais dinheiro de impostos.”?

Bem, claramente, em tal sociedade idílica, seria muito difícil mesmo convencer as pessoas a participar com mais de seus próprios recursos — adquiridos através de seus próprios esforços — para financiar “mais governo”.

No entanto, se esta sociedade razoavelmente feliz pudesse ser perturbada por alguma força ou outra — uma força que induzisse “desarmonia” no seio da população (um aumento na criminalidade, por exemplo) — então o governo teria muito mais facilidade para extrair um “pedaço maior da torta da sociedade”. Por exemplo, se houvesse um aumento da criminalidade, as pessoas muito mais prontamente concordariam em financiar uma força de polícia maior. Se os homens e as mulheres começassem a entrar em conflito uns contra os outros, e começassem a se separar, com casais se divorciando, então, o governo poderia justificar a extração de mais recursos do povo, a fim de criar uma maior força de trabalho de serviços sociais para cuidar de mulheres e crianças que estariam agora à própria sorte.

E o ponto que eu estou tentando transmitir aqui é este:

Os governos se beneficiam, não com o fato das pessoas estarem em paz umas com as outras, mas com o fato de elas estarem, de alguma forma, em guerra umas com as outras.

Os governos se beneficiam, não com o fato das pessoas estarem em paz umas com as outras, mas com o fato de elas estarem, de alguma forma, em guerra umas com as outras.

Obviamente que os governos podem se beneficiar também a partir de muitas outras coisas, mas o ponto aqui é este: Governos, claramente, beneficiam-se daquilo que doravante simplesmente chamarei de “desarmonia” — desarmonia social; como a criminalidade.

E já que os governos têm enorme poder em comparação às pessoas comuns, eles tenderão a usar esse poder para criar cada vez mais desarmonia social — com muito sucesso. É claro que eles vão fazer isso. Por quê? Bem, porque os governos, e milhões de agentes públicos, beneficiam-se com a desarmonia, e eles não vão usar sua enorme força coletiva para minar a si próprios — que é o que a redução da “desarmonia” faria.

No mínimo, os agentes públicos não querem deixar de receber recursos, perder seus empregos, sua segurança, suas aposentadorias etc., etc., etc. E, por isso, eles precisam ser percebidos como necessários.

É ainda melhor para eles, pois são maiores impérios com maiores salários, e muito mais status e poder.

Afinal, nesse sentido, eles são não são diferentes de ninguém!

E, coletivamente, de um jeito ou de outro, estes agentes públicos podem criar, e criarão, a mais monumental força, a fim de obter esses vários benefícios para si mesmos; uma força que as pessoas simplesmente não podem contrariar.

De fato, seria beirar o absurdo acreditar que um corpo tão enorme de agentes públicos não iria exercer uma força na direção da qual eles próprios beneficiar-se-iam.

Afinal de contas, essas pessoas não são deuses. São seres humanos!

Estes agentes públicos querem impérios maiores com salários maiores e aposentadorias maiores.

Em suma: Estes agentes públicos querem impérios maiores com salários maiores e aposentadorias maiores. Eles querem mais status e mais poder. E, coletivamente, eles irão exercer uma força tão grande que ninguém poderá realmente impedi-los de conseguir estas coisas. O crescimento monumental dos governos no Ocidente ao longo dos últimos 120 anos, aproximadamente, não deixa dúvidas. (Os governos centrais têm crescido mais de cem vezes ao longo dos últimos 120 anos.)

Ora, visto que o objetivo principal das feministas é criar o máximo possível de desarmonia entre homens e mulheres a fim de financiar seus próprios impérios, os governos simplesmente as amam; porque, lembre-se: para os governos, quanto mais desarmonia, melhor.

Então, retornemos à nossa sociedade demasiado simplista, e vejamos o que acontece quando casais com filhos dentro deste lugar razoavelmente feliz começam mais freqüentemente a se divorciar e se separar.

Bem, normalmente, os homens irão sair de casa e viver à sua própria sorte em algum lugar, mas eles irão continuar trabalhando. As mulheres, no entanto, terão que escolher alguma combinação em sair para trabalhar e ficar em casa com os filhos.

Se as mulheres decidirem ficar em casa, então o governo deverá dar a elas uma fonte de renda. Isto significa que o governo irá tirar dinheiro dos outros para financiá-las. E, desde já, isto significa criar todo um sistema de leis que envolve advogados, juízes, administradores, assistentes sociais, escritórios financeiros e vários sistemas burocráticos aliados.

o divórcio e a separação fornecem toda uma infinidade de benefícios para os governos e para os seus agentes.

Em outras palavras, o divórcio e a separação fornecem toda uma infinidade de benefícios para os governos e para os seus agentes.

Além disso, é claro, ninguém na população quer ver mulheres e crianças ao desamparo, e por isso o governo agora terá o benefício de um apoio popular a mais pelos seus esforços. Assim, o governo também ganha a este respeito.

E, claro, as mulheres que são colocadas nesta posição com os seus filhos estão agora à mercê do governo.

Em outras palavras, elas se tornam dependentes do governo; o que também é ótimo para o governo.

“Se vocês mulheres não votarem em nós, então vocês terão uma renda menor vinda do governo!”

Agora, claro, as mulheres que se divorciaram — independentemente de terem filhos ou não — podem, em vez disso, decidirem trabalhar; caso em que o governo ganha mais uma vez — porque agora há mais trabalhadores de quem ele pode tirar dinheiro através do sistema tributário.

Em outras palavras, incentivar o divórcio e a separação é uma estratégia vencedora para o governo.

De fato, de todo jeito os governos só têm a ganhar.

E, o mais importante, isto continua a ser verdade, independentemente de as mulheres terem filhos ou não, independentemente se elas trabalhem ou não. É a crescente divisão entre homens e mulheres que é a chave para a estratégia vencedora do governo.

Em resumo, portanto, o governo tem uma quantia enorme a ganhar, aumentando o fosso entre homens e mulheres, porque isso permite que os agentes públicos justifiquem a criação e o controle de muitos grandes impérios. Eles podem mais facilmente extrair impostos mais elevados, eles podem tributar mais pessoas, eles podem fazer com que mais pessoas tornem-se dependentes deles e eles podem ganhar algum apoio popular extra para si mesmos.

Mas isso é apenas o começo.

Muitos e muitos outros benefícios são revertidos para o governo quando as relações próximas entre homens e mulheres se esfacelam.

Muitos e muitos outros benefícios são revertidos para o governo quando as relações próximas entre homens e mulheres se esfacelam. Por exemplo, as consequências sociais negativas de não ter um pai firme, perto de seus filhos, são positivamente enormes. Estas tendem a afetar mais diretamente os meninos, mas as repercussões reverberam por toda a sociedade — por décadas.

Por exemplo, os jovens — tanto as meninas quanto os meninos — sem pai em casa, são muito mais propensos a...:

… viver na pobreza e privação, … ser problemáticos na escola, … ter mais dificuldade em conviver com outras pessoas, … ter mais problemas de saúde, … sofrer de abuso físico, emocional e/ou sexual, … fugir de casa, … contrair doenças sexuais, … tornar-se pais na adolescência, … atentar contra a lei, … fumar, consumir bebidas alcoólicas e usar drogas, … matar aula, … ser expulsos da escola, … comportar-se violentamente, … desistir da educação em idade precoce,... não se adequar à vida adulta, … ser mal qualificados, … enfrentar o desemprego, … ter baixos salários, … depender da assistência social, … ser moradores de rua, … ir para a cadeia, … sofrer de problemas emocionais e psicológicos em longo prazo, … envolver-se apenas em relações casuais, … ter filhos fora do casamento ou, na verdade, fora de qualquer relacionamento estável.

Com efeito, uma cascata inteira de problemas sociais — ou seja, uma grande quantidade de “desarmonia” — é gerada pelos efeitos dos jovens não terem o pai por perto.

Mas, evidentemente, os governos se beneficiam enormemente com tudo isso; porque os governos podem usar estes enormes problemas para justificar aumentos ainda maiores, tanto em impostos quanto em poder.

Afinal, as pessoas querem ser protegidas de todas as consequências sociais negativas da ausência do pai — e, claro, as próprias vítimas evidentemente iriam precisar de um pouco de ajuda extra.

E assim, os governos podem justificar (e, portanto, ludibriar e extrair) muito mais dinheiro do povo a fim de adquirir mais policiais, mais agentes penitenciários, mais oficiais de liberdade condicional, mais agentes de bem-estar social, mais advogados, juízes e outros funcionários de justiça, mais psicólogos, psiquiatras, terapeutas, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, educadores de reforço escolar e, com efeito, até garis! — e, claro, muito, muito mais burocratas para monitorar e exercer o controle em todas estas áreas.

E os aumentos de impostos e o poder que os governos podem aspirar para si mesmos, como resultado destas consequências sociais negativas, são realmente enormes.

eu ainda nem mencionei sequer todos aqueles advogados, juízes e burocratas que fazem parte do sistema de divórcio propriamente dito

E, por incrível que pareça, eu ainda nem mencionei sequer todos aqueles advogados, juízes e burocratas que fazem parte do sistema de divórcio propriamente dito; juntamente com todos aqueles profissionais que têm de se envolver em questões relacionadas com a pensão para a mulher, guarda dos filhos e pensão alimentícia. Com efeito, mesmo se esquecêssemos de todos os inúmeros problemas sociais e pessoais mencionados nos parágrafos anteriores, a própria indústria do divórcio é, hoje em dia, uma indústria multibilionária.

Além disso, é claro, no que se refere aos últimos anos de vida, romper as relações entre homens e mulheres garante que as pessoas idosas e doentes sejam menos prováveis de receber ajuda daqueles que estão próximo a elas, porque, simplesmente, menos pessoas acabarão ficando próximo a elas. E muitas vezes isso significará que essas pessoas vulneráveis, ou serão abandonadas para definhar sozinhas, ou elas serão colocadas em lares e hospitais — muitas vezes administrados pelo governo — onde os funcionários tendem a tratá-los com, na melhor das hipóteses, desinteresse clínico. (De fato, um relatório recente no Reino Unido declarou que os problemas mais comuns dos idosos derivam de solidão e de viver sozinhos.)

Romper as relações entre homens e mulheres cria-se uma mina de ouro absoluta para o governo.

Assim, pode-se resumir a situação da seguinte maneira:

Romper as relações entre homens e mulheres cria-se uma mina de ouro absoluta para o governo.

Agora, tudo isso não é para dizer que tudo o que o governo faz é ruim — particularmente em nível micro.

De modo algum.

Por exemplo, é evidente que alguns homens e mulheres precisam ser mantidos longe uns dos outros. Que precisamos de nossos governos para ajudar as mulheres e as crianças que estão à própria sorte. Que precisamos realmente de lares e hospitais para idosos e doentes. Que precisamos de policiais e prisões. E assim por diante.

Mas isso não altera o fato de que quanto mais fizermos as relações entre homens e mulheres se romperem, mais o governo beneficiar-se-á. E beneficiar-se-á enormemente — conforme acima.

E você realmente teria que testar sua credulidade a níveis ridículos para acreditar que milhões de trabalhadores empregados pelo governo estão trabalhando diligentemente para destruir as enormes “indústrias sociais/pessoais/jurídicas/financeiras” das quais eles próprios têm tanto a ganhar.

Além disso, temos visto claramente os governos ocidentais — particularmente os governos de esquerda — usando seu enorme poder ao longo dos anos para incentivar o rompimento dos relacionamentos entre as pessoas.

De fato, estes governos têm movido os céus e a terra em sua busca para prejudicar os relacionamentos das pessoas.

os governos continuam a oferecer para as mulheres vários incentivos — financeiros ou de outra natureza — para que elas façam acusações falsas.

Eles têm gasto bilhões de dólares inundando a população com falsas estatísticas relativas ao “abuso de relacionamento” de vários tipos, com a linguagem jurídica sendo propositadamente distorcida para fazer parecer que as mulheres são perpetuamente violadas por homens de alguma forma.

Por exemplo, eles têm falsificado as definições dos vários tipos de “abuso” de tal forma absurda que, por exemplo, criticar a esposa hoje em dia pode ser visto como um ato de violência — “violência doméstica” —, chamar alguém de “querida” como um ato de assédio sexual, e envolver-se em um sexo consensual, pelo qual mais tarde torne-se um arrependimento, como um ato de estupro.

(A idéia por trás de tudo isso é provocar tanto o ódio contra os homens quanto o medo dos homens, e isso também é projetado para incentivar o maior número de mulheres possível a fazer falsas acusações de “abuso”).

Eles têm gasto bilhões de dólares financiando numerosos grupos vitimistas que parecem passar mais tempo compartilhando propaganda antimasculina do que ajudando as eventuais e supostas vítimas.

Eles têm se dedicado e/ou financiado inúmeras campanhas de mídia, projetadas para retratar todos os homens como seres propensos a serem abusivos contra mulheres e crianças de alguma forma.

E os governos continuam a oferecer para as mulheres vários incentivos — financeiros ou de outra natureza — para que elas façam acusações falsas.

Eles têm corrompido o sistema de justiça de tal forma ... que agora é extremamente desaconselhável para os homens realizarem qualquer tipo de atividade com crianças.

Eles têm gasto ainda mais bilhões em “bem-estar” para tornar os homens, o máximo possível, desnecessários quando se trata de mulheres e de família.

Eles têm degradado e feminizado propositadamente o sistema educacional para que nossos homens jovens alcancem muito menos em termos educacionais do que nossas mulheres jovens — algo que têm frustrado em grande escala os futuros relacionamentos, dado que as mulheres tendem a preferir parceiros que têm mais instrução do que elas mesmas.

Eles têm discriminado os homens no mercado de trabalho em todos os níveis (para reduzir o valor dos homens), sob o espúrio argumento de que as mulheres eram injustamente discriminadas pelos homens.

Eles têm reduzido o salário dos homens em inúmeros postos de trabalho controlados pelo governo, simplesmente com o fundamento de que os homens tendem a ser atraídos para esses postos de trabalho mais do que as mulheres, e eles têm feito o inverso com aqueles postos de trabalho onde as mulheres tendem a ser mais atraídas. (O argumento ridículo que atualmente está sendo ensaiado sobre a população é o de que “produtividade, trabalho duro e lucro são formas ‘antiquadas’ de avaliar o quanto alguém deveria receber.”)

Eles têm corrompido a legislação de tal forma que todos os homens estão agora à mercê de suas parceiras quando se trata de falsas acusações de “abuso”, questões de guarda dos filhos e pagamentos ridiculamente elevados de pensões para as mulheres — a idéia é seduzir mulheres a quebrarem seus relacionamentos porque elas têm pouco a perder e, freqüentemente, muito a ganhar com isso — e, claro, fazer com que os homens tenham medo até mesmo de embarcar em relacionamentos de longo prazo.

Eles têm corrompido o sistema de justiça de tal forma que quando se trata de relações entre homens e crianças, agora é extremamente desaconselhável para os homens realizarem qualquer tipo de atividade com crianças.

E, nas nossas escolas, até mesmo crianças de oito anos de idade estão sendo doutrinadas com o disparate de inspiração feminista de que os homens têm oprimido as mulheres há milhares de anos.

Aliás, agora também está sendo argumentado — com muito sucesso — que pessoas íntimas deveriam tratar umas às outras como se fossem estranhas. Por exemplo, diz-se agora que a violação feita dentro de um relacionamento é tão grave quanto à violação praticada por um estranho. Fotografar seu próprio filho sendo amamentado é considerado produzir pornografia infantil. E por aí vai.

o objetivo final é o de forçar as pessoas a tratar umas às outras como se fossem completas estranhas

E parece-me bastante claro para mim que o objetivo final é o de forçar as pessoas a tratar umas às outras como se fossem completas estranhas ao colocá-las em algum tipo de risco jurídico significativo se não o fizerem. Até mesmo um professor de música que coloca as mãos de uma criança corretamente sobre o instrumento agora corre o risco de ser suspenso do emprego e acusado de abuso.

A idéia é cortar, ou manchar com suspeita, qualquer proximidade — não importa quão pequena — que possa existir entre as pessoas.

Na verdade, eu não encontro nenhuma lei promulgada nas últimas três décadas que impacte os relacionamentos íntimos das pessoas — direta ou indiretamente — que não tenha sido concebida para incentivar que esses relacionamentos se rompam.

E, essencialmente, os governos vêm rompendo os relacionamentos entre as pessoas tal que eles possam abrir caminho a cotoveladas cada vez mais de forma profunda dentro das conexões — sociais, pessoais e financeiras — às quais outrora ligavam as pessoas.


Além disso, caso você se detenha a olhar para o quadro geral que surgiu ao longo das últimas décadas, duas coisas tornaram-se muito claras:

Em primeiro lugar, os motivos dos agentes públicos nesta área têm muito pouco a ver com o aumento do bem-estar das pessoas. Pelo contrário, esses motivos são muitas vezes maliciosos, e têm a ver principalmente com a pretensão dos agentes públicos em se servirem de alguma forma causando “desarmonia”; com a frase “dividir para conquistar” resumindo muito do que está acontecendo.

(De fato, basta olhar a forma como os governos ocidentais têm estado na vanguarda do incentivo à ausência do pai — e, por conseguinte, para os inúmeros problemas sociais conseqüentes mencionados acima — ao longo das últimas quatro décadas, para ver o quão maliciosos eles têm sido.)

Em segundo lugar, os governos ocidentais estão agora tão grandes (empregando direta ou indiretamente cerca de 20% de toda a população) que os agentes públicos agora representam, por si só, a mais enorme força política para o “grande governo”; o qual, essencialmente, significa governo de esquerda. Como tal, verdadeiramente já não vivemos em “democracias”.

Por exemplo, quando os políticos de esquerda dos EUA, como Joe Biden, injetam bilhões de dólares em grupos associados à VAWA [a lei americana de combate a violência doméstica contra a mulher], eles não estão apenas entregando enormes quantidades de dinheiro a serviços que fornecem auxílio às vítimas de violência doméstica. Eles estão, de fato, distribuindo este dinheiro para numerosos grupos de agentes públicos em toda a América, os quais dependem deste dinheiro para seus empregos e suas aposentadorias, e que irão, sem causar surpresa, dar seu apoio político a Joe Biden.

E, claro, há milhões de outros agentes públicos (professores, assistentes sociais, acadêmicos etc., etc.) que também vão apoiar o governo de esquerda precisamente pelas mesmas razões egoístas.

muitos acadêmicos que dependem de financiamento do governo vão angariar evidências para dar suporte ao ponto de vista do governo

(Por exemplo, muitos acadêmicos que dependem de financiamento do governo vão angariar evidências para dar suporte ao ponto de vista do governo, do contrário seu financiamento acabará.)

E, tão importante quanto, esses milhões de agentes também fornecerão e promoverão a propaganda política que é concebida para servir a eles mesmos; com estes agentes públicos agora tão entranhados em quase todas as áreas da vida, onde sua propaganda hoje em dia é incutida nas mentes da população e que é proveniente de quase todas as fontes de informação imagináveis — até mesmo da escola.

(Além disso, é claro, muitos destes bilhões dólares são diretamente destinados a fornecer algum tipo de bem-estar social; garantindo assim que os milhões de pessoas que se beneficiam com isto votem no governo de esquerda.)

O resultado é que a população está hoje em dia, em sua maioria, muito fortemente infectada com o ponto de vista de que as políticas que promovem um governo maior e mais poderoso sejam as melhores políticas para o povo; e por isso, claro, as pessoas tendem a votar nos políticos que promovem esse tipo de política.

Mas as pessoas estão sendo ludibriadas, porque a verdade não está sendo dita a elas. Elas estão sendo inundadas com propaganda interesseira de muitas fontes oportunistas, e a evidência de que estas fontes estão enganando as pessoas em várias frentes, e de muitas maneiras, é simplesmente irrefutável.

quem pode se opor a esta enorme besta governamental?

Mas quem pode se opor a esta enorme besta governamental? — a este organismo oportunista?

Afinal, o governo tem centenas de bilhões de dólares à sua disposição — todos os anos —, vastos impérios burocráticos que invadem cada canto de nossas vidas, e milhões de pessoas organizadas trabalhando para ele. Além disso, é o governo que faz as leis.

Então, quem pode competir com ele?

E quem pode competir com os vastos recursos do governo, quando se trata de “debater as questões” e transmitir um determinado ponto de vista?

Assim, não há nenhum outro organismo que chegue perto de ser capaz de competir com esta besta governamental.

Há cem anos, os governos ocidentais eram realmente muito pequenos

Há cem anos, os governos ocidentais eram realmente muito pequenos quando comparados com os de hoje. E, falando de forma solta, a direita representava os ricos e o número crescente de poderosos industrialistas e empresários, e a esquerda representava os trabalhadores comuns e os pobres.

Os da direita consideravam que o povo estaria mais bem servido ao permitir-lhe continuar com o trabalho de criação de riqueza e poder, enquanto os da esquerda consideravam que o governo deveria intervir mais diretamente, e com mais freqüência, para ajudar aqueles que eram mais necessitados.

Traduzido para o mundo de hoje, isso pode ser vagamente descrito como as grandes e poderosas empresas sendo representadas por aqueles da direita, e as pessoas comuns sendo representadas por aqueles da esquerda.


Mas os tempos mudaram drasticamente daquela época pra cá; e agora há um garoto novo no pedaço:

O próprio governo.


E esse novo garoto agora está muito mais poderoso do que “as empresas” ou “o povo” — durante muito tempo.

Com efeito, não só esse novo garoto tem a força muscular, o poder organizacional, o poder financeiro e o poder legal para conseguir o que ele quer, ele também tem o poder de propaganda para convencer as pessoas de seu ponto de vista.

E está absolutamente claro que esse novo garoto tem usado este enorme poder para servir a si mesmo.

Basta dar uma olhada em como os governos ocidentais têm crescido ao longo dos últimos 100 anos — ou até mesmo nos últimos 10 anos. Olhe para a crescente carga tributária. Olhe para o número cada vez maior de pessoas empregadas pelo governo. Veja os milhares e milhares de leis, regulamentos, restrições e diretivas que anualmente são impostos pelos governos ocidentais sobre seus próprios povos.

Esses governos só crescem, crescem e crescem — não só em termos de tamanho, mas também em termos de poder e de riqueza.

Esses governos só crescem, crescem e crescem — não só em termos de tamanho, mas também em termos de poder e de riqueza. E eles estão se infiltrando em todos os aspectos da vida das pessoas; controlando, monitorando, regulando, dirigindo, estipulando, coagindo — sempre em uma medida cada vez maior.

Mas quem pode detê-los?

Por exemplo, quem pode competir com os bilhões de dólares que os esquerdistas “Joe Bidens” deste mundo derramam sobre causas de esquerda, empregos de esquerda, benefícios de esquerda e, conseqüentemente, em propaganda de esquerda e votos de esquerda para um governo ainda maior?

Quem tem o dinheiro para competir com isso?

Ninguém e nenhuma organização têm a esperança de competir com tal força.

De fato, e por exemplo, apesar do fato de que os estadunidenses sejam famosos no mundo inteiro por sua crença quase maníaca num governo pequeno e na liberdade individual, isto não impediu que seu governo federal crescesse cada vez mais e, com efeito, passasse por cima deles.

E a razão para isto é porque os governos ocidentais tornaram-se demasiado poderosos.

Mas quem pode ser surpreendido por isso, dado que milhões de agentes públicos com enormes recursos e milhões de beneficiários de prestações previdenciárias tenderão a promover seus próprios interesses, em vez daqueles das “empresas” ou do “povo”?

Há cem anos, tudo era diferente.

A carga tributária governamental era minúscula, as regras e regulamentos eram poucos e o número de agentes públicos e o de beneficiários de prestações previdenciárias eram ambos pequenos, e assim, por exemplo, quando o governo distribuía dinheiro para seus próprios agentes perseguirem uma agenda ou outra, os esforços destes agentes, sua capacidade de influenciar as pessoas e o número de votos que os próprios agentes públicos foram capazes de expressar nas eleições, tudo isso era relativamente pequeno em comparação com o que o “povo” poderia fazer em tais áreas.

agentes públicos perfazem cerca de 20% dos votos

Mas agora, esses agentes públicos perfazem cerca de 20% dos votos, e eles também têm recursos que são absolutamente intocáveis.

Com efeito, a fim de ressoar este ponto, apenas imagine que você tivesse um bilhão de dólares anualmente para distribuir a quem você desejasse. E, além disso, imagine que, anualmente, você distribuísse este um bilhão de dólares a pessoas cujo trabalho apoiasse algum grupo ativista. Você certamente é capaz de imaginar o quão grande seria o impacto que este grupo ativista, então, seria capaz de fazer em todo o país.

Com apenas um bilhão de dólares seria possível fazê-lo!

Mas os Joe Bidens do mundo de hoje distribuem bilhões de dólares anualmente para agentes públicos e beneficiários de prestações previdenciárias, os quais são obrigados a apoiar “o governo” a fim de se beneficiarem.

E o resultado tem sido de que os governos ocidentais têm sido capazes, com muito sucesso, de ludibriar o público em acreditar — e “votar” — naquelas idéias e conceitos que, de fato, beneficiam, em sua maioria, o governo, em vez de beneficiar o povo; o objetivo proposital de romper os relacionamentos é apenas um exemplo disso.

temos visto os mais diversos governos ocidentais mentindo, falsificando, enganando, ignorando, obstruindo e trapaceando em tantas áreas

Com efeito, quando se trata de questões dos homens, temos visto os mais diversos governos ocidentais mentindo, falsificando, enganando, ignorando, obstruindo e trapaceando em tantas áreas — sempre no sentido de causar mais problemas para homens, mulheres e crianças, quando se trata de seus relacionamentos — que é simplesmente impossível escaparmos à conclusão de que prejudicar os relacionamentos entre as pessoas é o objetivo principal dos governos ocidentais.

E a razão para isto está muito clara.

Como já mencionei anteriormente em relação a nossa sociedade idílica fictícia, prejudicar as relações entre as pessoas cria-se uma absoluta mina de ouro para os governos ocidentais. É como ganhar o prêmio máximo da loteria perpetuamente.

de todo jeito os governos também só têm a ganhar com a imigração excessiva

E, claro, há muitas outras maneiras através das quais os governos podem incentivar o rompimento das relações — formas que vão além daquelas que têm a ver com estreitar as relações pessoais.

Por exemplo, incentivar a imigração excessiva faz com que as relações no seio das comunidades tornem-se muito mais tênues e incertas. E, claro, o governo beneficiar-se-á com isso como resultado da crescente desarmonia e insegurança que isso traz. Além disso, o governo irá se beneficiar caso os imigrantes sejam produtivos, caso sejam desordeiros. Se eles forem produtivos, o governo obterá mais dólares em impostos. Se eles forem desordeiros, o governo poderá justificar mais impostos e mais poder para lidar com os problemas decorrentes.

Assim, de todo jeito os governos também só têm a ganhar com a imigração excessiva.

A idéia toda é, claramente, romper o máximo possível qualquer senso forte de coesão e/ou de segurança que as pessoas podem ter umas com as outras.

Com efeito, as maneiras pelas quais este ganho perpétuo do prêmio máximo da loteria pode ser recolhido estão cada vez mais se tornando reconhecidas e apreciadas pelos governos em todo o mundo — e é por isso que o feminismo, e as políticas feministas, estão agora sendo aceitas tão avidamente por eles — e tão rapidamente.

E, por repetidas vezes, você pode ouvir um político promovendo alguma nova idéia de inspiração feminista, nos Estados Unidos na segunda-feira, e, na quarta-feira, ouvir a mesma idéia sendo proposta por outro político em algum lugar na Europa ou na Ásia.

cada regra, regulamento, política ou lei — que incentive o rompimento dos relacionamentos entre as pessoas sempre lhes traz benefícios adicionais

E isto porque os ativistas e políticos experientes sabem muito bem, de fato, de onde vem o seu poder. E milhões deles, agora, sabem que cada idéia — cada regra, regulamento, política ou lei — que incentive o rompimento dos relacionamentos entre as pessoas, sempre lhes traz benefícios adicionais; considerando que qualquer coisa que vá incentivar as pessoas a ficarem próximas umas da outras é propensa a empurrar o governo — e, conseqüentemente, os empregos do governo — para fora da janela.

Um bom exemplo disso pode ser visto em meu artigo [em inglês] intitulado Feministas Destroem o Planeta, no qual se fez notar que o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, introduziu toda uma série de políticas para ajudar a reduzir as emissões de carbono a fim de combater o aquecimento global — supostamente, “a questão mais importante do nosso tempo” —, mas nem uma vez sequer ele abordou o fato de que a tendência cada vez maior das pessoas a viverem sozinhas está tendo um grande impacto negativo sobre o meio ambiente — de muitas maneiras, e não apenas por causa das maiores emissões de carbono.

quanto mais as pessoas viverem bem em união, menos elas irão querer governo.

E a razão pela qual Gordon Brown não vai fazer nada para incentivar as pessoas a viverem juntas — quer através de sua retórica, quer através de suas políticas — é porque ele sabe muito bem que quanto mais as pessoas viverem bem em união, menos elas irão querer governo.

E, com toda a clareza, esse “querer governo” é muito mais importante para ele do que aquilo que ele próprio alegou ser “a questão mais importante do nosso tempo”.

Certamente não poderia estar mais claro. Manter a tendência cada vez maior das pessoas viverem separadas é realmente mais importante para Gordon Brown que reduzir as emissões de carbono — apesar de toda a sua retórica sobre a última ser uma questão de importância de escala planetária.

E isso certamente deve dar a você alguma idéia do quão importante é, verdadeiramente, para os governos ocidentais romperem as relações entre as pessoas.

milhões de agentes públicos ficariam horrorizados se as pessoas começassem a se dar muito bem umas com as outras.

Na verdade, os políticos ocidentais e outros milhões de agentes públicos ficariam horrorizados se as pessoas começassem a se dar muito bem umas com as outras.

E esta é a verdadeira razão pela qual os governos ocidentais amam o feminismo.

É o martelo perfeito para esmagar as relações entre as pessoas.

Em Resumo:

1.  Relacionamentos rompidos são uma mina de ouro para o governo e para os agentes públicos. O feminismo é, portanto, uma ideologia que serve muito bem, de fato, aos interesses dos governos ocidentais e aos seus funcionários.

2. Os governos são agora extremamente poderosos, com políticos capazes de dar bilhões de dólares todos os anos para milhões de agentes públicos que estarão muito interessados em promover seus próprios interesses — e que serão capazes de fazê-lo com muito sucesso — particularmente se adotarem o objetivo principal das feministas de romper os relacionamentos alheios.

É inimaginável que estes agentes públicos não usariam sua influência enorme para se servirem.

3. É inimaginável que estes trabalhadores do governo não usariam sua influência enorme para se servirem.

4. É absolutamente incontestável que os governos ocidentais e os agentes públicos têm, ao longo dos anos, derramado uma enorme quantidade de sua energia e gasto bilhões de dólares dos nossos recursos, na criação e promoção de leis, políticas e propaganda que são especificamente projetadas para tornar as relações pessoais próximas, difíceis de serem criadas e difíceis de serem mantidas.

De fato, a atual vice-líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, Harriet Harman, declarou abertamente que o casamento é “irrelevante” para políticas públicas, e na verdade, ela descreveu altas taxas de avarias de relacionamento como “desenvolvimento positivo”. (Como a maioria das feministas, ela acredita que os relacionamentos estáveis entre gêneros oprimem as mulheres.)

E a única conclusão realista que alguém pode fazer é que, quando se trata de relacionamentos da população, os governos ocidentais e os agentes públicos estão propositadamente procurando prejudicar esses relacionamentos o máximo possível.


NOTAS FINAIS:

1. As pessoas muitas vezes acham difícil acreditar que os agentes públicos poderiam ser tão maliciosos em relação a seu próprio povo, apoiando políticas e idéias que irão prejudicá-los.

E há duas coisas a dizer sobre isso.

muitas das pessoas no topo do governo e no topo dos departamentos governamentais são mal-intencionadas — friamente, insensivelmente maliciosas. 

Em primeiro lugar, não tenho a menor dúvida que muitas das pessoas no topo do governo e no topo dos departamentos governamentais sejam mal-intencionadas — friamente, insensivelmente maliciosas. E elas frequentemente sabem muito bem que o que estão fazendo é prejudicar o seu próprio povo. Mas isto não tem significado real para elas. Em outras palavras, elas não se importam. Sua única preocupação é servir-se de alguma forma.

Um bom exemplo disso é a maneira pela qual muitos políticos e outros muitos agentes públicos — os quais deviam ter um melhor entendimento — têm evitado discutir a questão da ausência do pai por tanto tempo, apesar de tantas pessoas e toda a sociedade estejam pagando caro por isso.

E, por mais alto que seja este preço, isso claramente não importa para essas pessoas.

E por que deveria? Afinal, isso lhes dá empregos, dinheiro, pensões etc., etc., etc.

Outro exemplo seria a maneira pela qual os educadores têm escolhido ao longo dos anos para ensinar as crianças a ler, usando um dos métodos mais ineficientes imagináveis — um método que ficou conhecidamente por prejudicar tanto os nossos meninos quanto as nossas meninas quando se trata de ler, mas que também ficou conhecido por prejudicar muito mais os meninos.

É inconcebível para mim que os educadores nos escalões mais elevados não estivessem cientes da degradação que estava ocorrendo em habilidades de leitura ao longo dos anos como resultado do uso de métodos de ensino ineficientes (ou seja, a degradação contínua foi sendo encoberta), e também é inconcebível para mim que eles não estivessem cientes de que seus métodos de ensino eram, de fato, ineficientes; particularmente para os meninos.

o método de ensino de leitura… foi realmente concebido para minar o progresso educacional dos meninos em relação às meninas

No meu ponto de vista, o método de ensino de leitura — juntamente com uma série de outras iniciativas educacionais que ocorreram ao longo dos anos, em detrimento dos meninos — foi realmente concebido para minar o progresso educacional dos meninos em relação às meninas.

E se isso é difícil de acreditar, então, por favor, tenha em mente que esses mesmos educadores, os quais estiveram durante décadas tão preocupados com a falta de modelos femininos no mercado de trabalho, agora estão dizendo que modelos para meninos no cenário educacional (por exemplo, ter mais professores homens nas escolas) são de importância nenhuma.

Além disso, aqui no Reino Unido, tivemos tanto políticos de esquerda quanto professores de esquerda recentemente dizendo que nada deveria ser feito para ajudar nossos meninos a alcançar as meninas. Até mesmo a assim chamada Comissão pela Igualdade de Oportunidades está dizendo isso; por exemplo, veja isto [em inglês] no portal do The Times: “Parem de ajudar os rapazes”, disse a ‘Guardiã da Igualdade’.

quantas evidências mais serão necessárias antes de acordar as pessoas para o fato de que os governos ocidentais… estão fazendo tudo o que podem para minar as suas próprias sociedades…?

E a pergunta que eu continuo fazendo a mim mesmo é: quantas evidências mais serão necessárias antes de acordar as pessoas para o fato de que os governos ocidentais — particularmente os governos de esquerda — estão fazendo tudo o que podem para minar as suas próprias sociedades — principalmente, seus próprios homens — e que estão fazendo isso para se beneficiar?

Ora, eu poderia dar a você muitos mais exemplos que — pelo menos, na minha opinião — fornecem uma prova incontestável de que muitas dessas pessoas que trabalham para o governo são maliciosas e egoístas, mas acho que vou parar por aqui, e apenas salientar que a falta de preocupação dos governos ocidentais com a ausência do pai e com a educação pobre dos meninos não pode ser descrita como algo diferente de “mal-intencionada” quando se trata de avaliar suas verdadeiras atitudes em relação ao “povo”.

Além disso, o custo para todos nós por não fazermos nada para resolver estes dois problemas específicos equivale a centenas de bilhões de dólares anualmente em todo o mundo ocidental, e isso equivale a uma enorme quantidade de infelicidade para milhões de pessoas.

Os governos, no entanto, beneficiam-se enormemente dessas coisas. E aqueles no topo sabem muito bem que a questão é essa.

(Para outra prova de que os agentes públicos são muitas vezes enganadores e maliciosos, veja o meu artigo [em inglês] intitulado Não os Respeite.)

a grande maioria dos “agentes públicos” não tem idéia do mal que podem estar causando ao povo

Em segundo lugar, também é quase certo que a grande maioria dos “agentes públicos” não tem idéia do mal que podem estar causando ao povo por apoiar e promover o “governo” — particularmente o governo corrupto; o qual é o que parece que temos na maioria das vezes hoje em dia. Suas visões tendem a ser muito limitadas, e eles tendem a procurar saber apenas aquilo que precisam saber com relação a seus próprios empregos em particular.

No entanto, também existirão centenas de milhares de agentes nas esferas superiores que só vão pressionar um pouco aqui e um pouco ali, a fim de obter algumas vantagens para si próprios.

Por exemplo, oficiais superiores da polícia vão querer impressionar seus governantes políticos por obter o máximo possível de condenações por estupro. Eles vão querer ganhar mais crédito, proclamando aqui e acolá que mais deve ser feito para prender mais estupradores. E eles pedirão para sempre por mais e mais recursos.

policiais não vão admitir abertamente ao público o fato de que, na prática, as acusações de estupro, em sua maioria, são realmente falsas

E estes policiais não vão admitir abertamente ao público o fato de que, na prática, as acusações de estupro, em sua maioria, são realmente falsas; porque, se eles fizessem isso, prejudicariam suas próprias posições.

E então, em todo o mundo ocidental, com milhares de oficiais superiores de polícia querendo impressionar seus mestres, e com milhares querendo mais recursos para seus departamentos, o efeito de pressionar um pouco aqui e um pouco ali (por exemplo, exagerar, deturpar os fatos etc., etc.), sempre no sentido de querer um pouco mais para si mesmos, equivale a uma força muito grande, de fato.

E esta grande força pode ser tão prejudicial para toda a sociedade, ou a um determinado grupo dentro dela, que a sua natureza pode ser muito “maliciosa” mesmo que os indivíduos que estejam criando esta força (neste caso, os oficiais superiores da polícia) não estejam necessariamente com a intenção de ser maliciosos. Eles podem simplesmente estar servindo a si mesmos, digamos, colocando uma certa distorção sobre várias questões.

Mas é isso que acontece em todos os departamentos do governo.

As pessoas que os dirigem querem mais dinheiro, mais poder, mais influência, mais segurança, mais status, mais respeito e mais perspectivas. E então, claro, eles tenderão a fazer o máximo que puder para alcançar estas coisas.

as forças mal-intencionadas que podem surgir do governo podem ser fantasticamente enormes em seu impacto

E então, com muita clareza, as forças mal-intencionadas que podem surgir do governo podem ser fantasticamente enormes em seu impacto, apesar de que a maioria dos indivíduos que criaram estas forças não estava pretendendo ser mal-intencionada. Eles só estavam tentando, digamos assim, promover suas próprias ambições pessoais — que é algo que todos nós fazemos.

Em resumo: haverá aqueles no topo que estão bem conscientes do dano que estão causando às pessoas, por exemplo, incentivando conscientemente a ausência do pai (ou seja, eles são mal-intencionados), mas também haverá centenas de milhares de pessoas, ligeiramente mais abaixo na cadeia, que vão pressionar um pouco aqui e ali na mesma direção (incentivando a ausência do pai) simplesmente para manter seus impérios — os impérios que as pessoas mal-intencionadas acima estão promovendo e financiando.

E o resultado, realmente, é uma força muito grande que é, decididamente, muito maliciosa.

“o povo” tem uma voz muito pequena — com “os homens” não tendo quase voz nenhuma

2. Meu ponto de vista é que, se dermos uma olhada no poder que está sendo exercido pelo governo atualmente, pelas “empresas” e pelo “povo” neste momento, veremos que “o povo” tem uma voz muito pequena — com “os homens” não tendo quase voz nenhuma. E o gráfico a seguir provavelmente representa, muito melhor do que o gráfico anterior, como as forças destes três grupos atualmente estão comparadas.


O governo agora tem a maior voz, e o povo, a menor. (Por razões de simplificação, não mencionei a grande mídia, mas, de uma maneira geral, a cobertura da grande mídia ainda é fortemente tendenciosa e limitada pelo governo e pelas empresas.)

as pessoas devem fazer o seu melhor para minar o poder do governo

Ora, dado que o governo serve principalmente a si mesmo, dado que o governo tem recursos praticamente inexpugnáveis com os quais fazer isso, e dado que, claramente, o governo tem muito a ganhar (e manter) quebrando continuamente os relacionamentos das pessoas, e tendo em conta que agora temos tantas provas irrefutáveis demonstrando claramente que os governos ocidentais estão, na verdade, fazendo seu melhor em muitas frentes para romper com os relacionamentos das pessoas (um “desenvolvimento positivo”, de acordo com Harriet Harman), parece-me, então, que as pessoas devem fazer o seu melhor para minar o poder do governo.

E a maneira mais simples de fazer isso é apoiar apenas aqueles políticos que prometem incondicionalmente reduzir a carga tributária e opor-se com mais veemência aos políticos que são susceptíveis de aumentá-la.

Normalmente, isto significa apoiar a direita ao invés da esquerda, mas, infelizmente, a questão não é tão simples, porque os tempos realmente mudaram. E existem hoje em dia pouquíssimos políticos, com efeito, que têm muita preocupação com “o povo”. Os de esquerda são, a meu ver, em sua maioria, completamente corruptos — sempre buscando ampliar poderes para si próprios e para seus comparsas, através da expansão e do fortalecimento do governo, independentemente do custo para as pessoas — e os da direita estão muitas vezes apelando aos desejos de grandes corporações e empresas poderosas. E então já não há mais qualquer voz forte dentro dos círculos do governo que represente pessoas reais, comuns.

E talvez a parte mais preocupante disso tudo é que qualquer político — seja de esquerda ou de direita — que se atreva a defender “o povo” de forma expressiva, será empurrado rapidamente para um relativo anonimato pelos outros políticos, os quais receberão apoio maciço de intermediários muito poderosos, cuja única preocupação é promover os interesses de grandes empresas ou do grande governo.

parece-me que não há nenhuma representatividade verdadeira do “povo” dentro do governo

E por isso, em suma, parece-me que não há nenhuma representatividade verdadeira do “povo” dentro do governo (e certamente não há nenhuma representatividade dos “homens” dentro dele) e, além disso, que qualquer representatividade do “povo” que ocorra fora do governo está inundada hoje em dia principalmente pela enorme quantidade de propaganda interesseira (particularmente vinda de agentes públicos) que se move em favor do “grande governo”.

E, infelizmente para nós, esse dilúvio de propaganda interesseira é proveniente de pessoas que se beneficiam muito generosamente do fato de romper e minar os relacionamentos das pessoas — e, de fato, por colocá-las umas contra as outras.

Sua estratégia global é, claramente, “dividir para conquistar”...



... a qual é um dos mais antigos e um dos mais eficazes truques a ser encontrados no manual daqueles que desejam ampliar seus próprios poderes à custa dos outros.

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Notas do Revisor:
* Apesar de “governo” e “Estado”, a rigor, serem conceitos distintos, muitas vezes neste artigo o termo “governo” pode ser traduzido como sinônimo de Estado.
* Traduzi a expressão “government workers” para “agentes públicos”. O agente público, em suma, é todo aquele que presta qualquer tipo de serviço ao Estado, funções públicas, no sentido mais amplo. Exemplos: servidores (funcionários) públicos, empregados públicos, políticos, membros do judiciário, etc.

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HARRY, Angry. Porque os governos amam o Feminismo [Why Governments Love Feminism] [em linha]. Tradução de Abigail Pereira Aranha (+18). Revisão e edição de Charlton Heslich Hauer. [S.l.]: Angry Harry, 2008. Disponível em:<http://www.angryharry.com/esWhyGovernmentsLoveFeminism.htm>. Acesso em: 04 nov. 2015.


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Esta vai para os anais da dialética feminista…


A feminista Deputada Alice Portugal (PC do B) alegou, no dia 27/10/2015 na Comissão Especial do Desarmamento, que “15 milhões de mulheres são assassinadas todos os dias”. Ora, se 15 milhões de mulheres morressem assassinadas por dia, isso significaria que estariam morrendo, por ano, 15.000.000 x 365 = 5.475.000.000 de mulheres, ou seja, 5 bilhões e 475 milhões de mulheres por ano. O detalhe é que o nosso planeta inteiro tem cerca de 7 bilhões de pessoas, com pouco mais de 3,5 bilhões de mulheres no total. A não ser que ela esteja sabendo de algo que ninguém saiba, e que esteja se referindo a outro planeta ou galáxia onde haja mulheres como habitantes… hahaha.

Bom, vejamos o vídeo:



Isso porque ela só está contando o número de mulheres que morrem por assassinato… hahaha. Imagine se ela quiser adicionar ao número de mulheres que morrem por outras causas.

Moral da história

Depois de tantos anos lidando com feministas, sabemos que TODAS as estatísticas apresentadas por elas, ou são MENTIROSAS/FALSAS e/ou são UNILATERAIS, ou seja, expressam somente o lado da mulher e abordam com uma lente de aumento tudo aquilo que for do interesse apenas da mulher, enquanto ocultam e/ou banalizam tudo de ruim que acontece aos homens.